Aqui tem tudo junto e misturado na criação da escrita:prosa, crônica, conto, prosia. Fotos.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Líteropalestra de Zé Sarmento Emef Casarão - Paraisópolis.
Agradecer aos Profs. da Emef Casarão de Paraisópolis, em especial ao Prof. Thiago Saoli, por ter acreditado na ideia. Mais uma noite de glória pra esse autor e estudantes jovens e adultos desta Emef. Mais de 120 alunos no pátio escutando a palavra de um escritor, que leva a defesa do livro, leitura, literatura e poesia para alunos de escolas pública que precisam de um escritor no pé do ouvido. A felicidade foi mais ainda iluminada pelo sol da esperança, porque meu filho de 15 anos que nunca havia me acompanhado, se dispôs a ir comigo e fez muitas fotos do encontro. Tem sempre vento bom, brando, soprando na cabeleira da esperança quando me deparo com tanta gente da quebrada, gente igual a mim pra escutar-me falar daquilo que foi, e é muito importante para um escritor, estar cara a cara com pessoas que não tiveram oportunidade de estudar quando criança, e retomar seus estudos, ainda do ensino fundamental, e este incentivar e dizer-lhes que este é o caminho, estudar pra crescer sustentado pela base sólida do conhecimento, com ele se conhece mais a si, e os outros, vindo, portanto, o respeito e a concórdia, entre as pessoas, ganhar mais substância.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
CETICISMO A FLOR DA PELE
Reforma
política para um politico sem interesse em trabalhar em prol da população,
seria o diabo atiçando fogo em seu corpo o querendo ultrajar.
Como um político
que se presa, daquele tipo profissional que luta para ser político só para
trabalhar e legislar em causa própria,
vai querer uma reforma desse tipo? É assinar atestado de pobreza e burrice,
jogar dinheiro fora.
Quem não
ouviu falar que certo candidato teve a campanha mais cara pra se eleger? Será
que em quatro anos ele consegue cobrir essas despesas sem ser vendendo-se ao executivo
para fazer passar seus projetos, ou pegando uma secretaria, fundação, autarquia
ou ministério para administrar? Pra sair esse projeto de reforma política, só
com muita insatisfação vinda das ruas, pra tirar do congresso nacional,
diversos canalhas que estão lá para enriquecer.
Imagine amigo,
por trás da candidatura de um político para eleição majoritária, tem uma
cambada de espertos querendo ganhar dinheiro achacando as empresas, ameaçando-as, dizendo ao contato de
telefonemas ou e-mails, “se não tiver
grana pra campanha do meu candidato, nos próximos editais você tá fora
das licitações combinadas”.
Os
agentes intermediários de campanhas políticas
que, logicamente são pertencentes a alguma sigla partidária, ou trabalham
diretamente para o candidato, agem dessa
forma, não vão querer moralizar a
política brasileira com eleições patrocinadas por verbas públicas, ou no máximo
de pessoas físicas, se fixando um teto. Onde ficaria o caixa dois, é claro que,
como o brasileiro é muito esperto e as leis são brandas, e os homens que a
regem também, no futuro iam dá um jeito de desviar as verbas e fazer caixa para
futuras candidaturas.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
domingo, 14 de dezembro de 2014
DESISTAM DE MIM
Não esperem carnes quentes de mim neste verão
Bem passada. Ao ponto
Bem passada. Ao ponto
Ando com a alma muito fria.
Desistam também da minha ossada
Ela anda frágil pra suportar tanto peso na
estrutura
Que me carrega há tantos anos.
Que me carrega há tantos anos.
Dos órgãos internos...
Desistam de
me extraírem
e venderem no mercado negro
eles só servirão pra alimentar a flora
produzir gostosos frutos.
produzir gostosos frutos.
Do meu cérebro...
Pra que tanta disputa por um cérebro tão usado
Tão burro!?
Tão burro!?
Na luta pra ser inteligente
Ele se perdeu na pueril ignorância.
E a minha pele?
Fuja dela!
Ela te engana!
Não é mais de uma criança.
Pra que lutar pra beijá-la tanta?
Ah, minha vista!
Desistam!
Foi gasta com medíocres leituras.
Minha face...Esqueça!
Ela é falsa, é de plástico reciclado
Não fez nem faz sorrir mais nenhuma criança.
Melhor é desistirem mesmo de mim!
Meu corpo inteiro já não tem mais força
pra fugir do futuro esquife que me levará ao
campo-santo.
Quando à terra meu corpo for lançado
Afirmo!
Não serei lembrado pelo meu todo.
Não serei lembrado por alguma parte minha.
Não serei lembrado...
Por algum fato importante que EU tenha realizado.
Zé Sarmento
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
QUERO POESIA EM TUDO...
Quero beber
poesia no copo que for despejada:
louça,
barro, flandres, alumínio, cuia, cálice...Não Cáli-se!
Quero poesia
adoçando minha boca amarga
pra sentir o
sabor da palavra escrita e falada!
Meu paladar,
meu corpo, minha carne, minha mente,
sofre com o sabor
de horror da descriminação!
Quero poesia
na fervura de uma música dançante!
pra soltar
as amarras do cotidiano selvagem,
que se
ampara em muitas caras e trava muitos corpos!
Quero poesia
na cor que ela quiser invadir a minha vista!
A poesia atiça
a claridade do meu olhar, deixa de ser mortiço,
vazio de não
brilha!
A poesia me
deixa doidão quando sangra meu coração,
e joga
sangue na incompreensão!
Quero poesia
na palavra que é arma, mas não mata!
Quero poesia
no caldeirão periférico pra deixar de fabricar bala,
que fabrica
cadáveres nas horas ingratas das noites macabras!
Quero poesia
cozinhando a palavra escrita e falada em labareda crepitante!
Quero poesia
fora da arma que cospe munição!
Poesia é da
hora mano, quem é dela pega mina!
Poesia é da
hora mina, quem é dela pega mano!
Quem é da
poesia é bom de copo,
é bom em
mexer o corpo na hora de fazer amor!
Vem pra poesia você que tá no vazio!
Entra nessa
esteira que ela vai te levar a loucura!
Onde tem
poesia tem amor!
Onde tem
poesia tem abraço, beijo no coração!
Onde tem
poesia nasce muito neném,
Que depressa
vem pra poesia também!
Sem a poesia
a coisa fica embaçada...
Não se
consegue quase nada nas relações coletivas.
Eu quero
poesia!
Eu quero lamber
poesia, comer poesia, transar poesia...
Eu quero
chupar poesia da boca quente de quem tem amor pra dar,
e não se vender como prostituta barata
nas camas frias que têm espinhos como coberta!
Zé Sarmento
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