Coração Falante
Ando escutando a voz do coração.
Nesse tempo de solidão, individualismo,
velhice.
Abandono?
Me leva a exaustão o pensamento de um
passado distante.
Sobre buscas me acompanha a apreensão.
Diz meu coração pulsante.
Diz minha voz falante.
Deixa de ser otário, velho.
Pula de vez nas águas da felicidade.
Nada nela de braçada.
Cai de cabeça nos braços da alegria.
Nos passos da querida folia.
No balançar da rebeldia.
Mas não perca a racionalidade.
Nos momentos de juízo solto nas ruas da
felicidade.
Isso é coisa de fraco.
Imaginando tudo isso.
No meu canto de ser só.
De solidão de leitura de escrita.
Digo...!
Quão difícil é chorar de alegria pra nós
das periferias.
Quão difícil é encontrar uma saída.
Iluminada pelo sol do meio dia.
Quando nos enchemos da mente vazia que
circula ao derredor.
Nosso aperreio sangra por dentro.
A tristeza nos embala desde o nascer da
aurora.
Correr atras dos sonhos.
Sem perder o rumo.
Velhos!
Jovens!
Não é fácil...!
Né, periferia?!





