Os Animais do Meu mundo Descalço
Como carneiros, cabras, jumentos, patos, galinhas.
Viviam soltos no vasto terreiro ao redor da casa.
Da minha Infância.
Alimento bom aparecia de capim fresco.
Quando o inverno dava às caras nas primeiras
chuvas.
A secura da terra recebia nova coloração.
Os campos verdejavam para o encanto das vistas.
Os animais ganhavam peso.
Engordavam.
A vaquinha no cercado dava mais leite.
O úbero das cabras quase se arrastava no chão.
Os cabritinhos viviam grudados nas grandes tetas das mães.
As pessoas também ganhavam nova fisionomia.
No rosto mais alegria.
Menos tristeza ao derredor de tudo.
Os animais cediam mais carne para ser tratada.
Servia de alimento para todo mundo.
A passarada surgia de outras plagas distantes.
Alegres, cantantes, voantes.
Os animais rastejantes não ficavam para trás.
Se juntavam à riqueza da terra.
Ela molhada nunca negou bom alimento.
Na falta de inverno...Oh, que desventura.
Na fuga das nuvens bondosas carregadas
para chuva.
Tudo entristecia: os homens e os animais.


