Memórias de Um Menino Descalço
Os Jogos de Bila...
Nos dias sem chuva.
Oh, gostusura!
Brincar na rua de terra era só alegria.
Na pracinha das brincadeiras de pernas soltas e pensamentos livres.
Era divertido para quem ficava com os bolsos cheios.
De tristeza ressentida para quem saía com os bolsos vazios.
No formato de triângulo eram os buracos cavados.
Com algum instrumento como faca, canivete, pedaço de pau. Entusiasmo.
Cada bolinha de gude grudada no dedo polegar.
Apertada no dedo de apontar.
Viajava em direção a outra com velocidade divertida.
Acertar a bolinha de vidro do opositor era o desejo.
O menino gostava dessa vadiagem inocente.
De brincar com os colegas.
Apostava na certeza de perder ou ganhar.
O barulho das pancadas na bolinha do adversário.
Trazia a certeza da paz.
Ou da vitória.
Ela se consagrava.
Quando a bolinha caía no buraco escolhido para se recolher.
Cada acertada na bolinha.
Fazia o menino sentir-se dominado pelo prazer do jogo.
As partidas só acabavam quando o perdedor arregava.
Estava ficando sem as bolinhas que tanto gostava.
Era nessa hora que arrumava desculpas para abandonar o jogo.
Dizia: preciso ajudar mãinha!
O jogo não acabava.
Outros meninos estavam na fila.
Para novas aventura nas disputas.
Imagem Google.
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