domingo, 19 de abril de 2015

Fotos Líteropalestras de Zé Sarmento CEU Cantos Amanhecer



Agradecer ao Prof Fábio Roberto Ferreira Barreto pelo convite para ir mais uma vez dialogar com alunos do EJA fundamental. Agradecer aos alunos que compareceram. Importante fazer novos leitores. Como Agente Comunitario de Cultura e escritor estamos lutanto pelo projeto do PMLLLB.

EDUCAÇÃO NA CABEÇA!

No país da desigualdade,
da hipocrisia, da divisão  de classe, raça, cor, gênero,
ando desanimado.
Para quem leva os 3 pês nas andanças cotidianas,
não consegue se locomover sem ver, sentir, por dentro,
o quanto dói não pertencer a classe dominante,
eufórica por prender nossas crianças em cárceres deprimentes
ao invés de pô-las em escolas decentes.
Para os 3 pês: Pobre, Preto Periférico,
é pontapé nas costas, rasteira, porrada nos peitos,
falta de escola, transporte, hospital, respeito.
Arma apontada pra cabeça, é o que sabem oferecer,
quando antes, não é disparada pra averiguação,
já com o cadáver se retorcendo no chão.
“chumbo no couro do pobre, ouro no bolso do rico.”
Já gritava o poeta popular  que circulava pelo sertão ,
pintando as cenas de morte com sangue,
e  rimas oníricas lá pros idos do anos 30/40.
Do sertão pra cidade, pra comunidade, foi um salto.
Chegou depressa à violência patrocinada pelo aparato do Estado.
Fazer a maioridade penal sair da cabeça do conservador,
sem ser letra morta, é o que querem da lei.
Com tristeza digo: a escola perdeu pra prisão,
na meta da formação da criança, do jovem.
A elite dominante, 
que sempre esteve por cima do corpo do pobre coitado,
desde os tempos de Cabral, não quer andar do nosso lado
imagine ficar por baixo, espremido pelo povo miserável.
Zé Sarmento



Líteropalestra de Zé Sarmento Emef CEU Cantos Amanhecer

Agradecer ao Prof Fábio Roberto Ferreira Barreto pelo convite para ir mais uma vez dialogar com alunos do EJA fundamental. Agradecer aos alunos que compareceram. Importante fazer novos leitores. Como Agente Comunitario de Cultura e escritor estamos lutanto pelo projeto do PMLLLB.

segunda-feira, 23 de março de 2015

ESCAMO! EXCLAMO!


Gostaria de ser um ponto, e pronto. 
Tava tudo resolvido.
Infelizmente só sei usar mais o de exclamação!
É o grito na garganta tentando pegar carona no vento
Pra ser levado aos quatro cantos!
Não consigo ficar parado no ponto
Esperando o trem passar por cima das minhas reticências...
Nos ponto da avenida por onde passam os ônibus,
As vírgulas me atropelam.
Nas calçadas, os pedestres,
com suas pastas com documentos ilícitos,
Não respeitam meus pontos de exclamação!
Fazem-me perguntas descabidas. Indagam!
Você vai pra onde?
Vai fazer o que?
Tá pensando o que?
De que você vive?
Anda pela direita ou pela esquerda da vida política?
Vive encima do muro?
Quero dá um basta, pondo um ponto final.
...Reticente...Levanto com tudo...
E os atropelo com um de exclamação!
Por motivos assim lá vem o grito jogado ao vento
Pra ver se entra nas ouças dos infelizes que me deixam irados!
Vem-me uma coisa, pesada!
Uma vontade de escrever um poema
E mandar todos pro diabo!
Só abaixo a bola quando minhas exclamações foram embora!
É quando me pego às reticências...
Pra não entornar mais ainda o caldo do meu feijão do dia a dia.
Zé Sarmento

Líteropalestra de Zé Sarmento Emef Casarão - Paraisópolis.




Agradecer aos Profs. da Emef Casarão de Paraisópolis, em especial ao Prof. Thiago Saoli, por ter acreditado na ideia. Mais uma noite de glória pra esse autor e estudantes jovens e adultos desta Emef. Mais de 120 alunos no pátio escutando a palavra de um escritor, que leva a defesa do livro, leitura, literatura e poesia para alunos de escolas pública que precisam de um escritor no pé do ouvido. A felicidade foi mais ainda iluminada pelo sol da esperança, porque meu filho de 15 anos que nunca havia me acompanhado, se dispôs a ir comigo e fez muitas fotos do encontro. Tem sempre vento bom, brando, soprando na cabeleira da esperança quando me deparo com tanta gente da quebrada, gente igual a mim pra escutar-me falar daquilo que foi, e é muito importante para um escritor, estar cara a cara com pessoas que não tiveram oportunidade de estudar quando criança, e retomar seus estudos, ainda do ensino fundamental, e este incentivar e dizer-lhes que este é o caminho, estudar pra crescer sustentado pela base sólida do conhecimento, com ele se conhece mais a si, e os outros, vindo, portanto, o respeito e a concórdia, entre as pessoas, ganhar mais substância.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

CETICISMO A FLOR DA PELE




Reforma política para um politico sem interesse em trabalhar em prol da população, seria o diabo atiçando fogo em seu corpo o querendo ultrajar.
Como um político que se presa, daquele tipo profissional que luta para ser político só para trabalhar e legislar em causa  própria, vai querer uma reforma desse tipo? É assinar atestado de pobreza e burrice, jogar dinheiro fora.
Quem não ouviu falar que certo candidato teve a campanha mais cara pra se eleger? Será que em quatro anos ele consegue cobrir essas despesas sem ser vendendo-se ao executivo para fazer passar seus projetos, ou pegando uma secretaria, fundação, autarquia ou ministério para administrar? Pra sair esse projeto de reforma política, só com muita insatisfação vinda das ruas, pra tirar do congresso nacional, diversos canalhas que estão lá para enriquecer.
Imagine amigo, por trás da candidatura de um político para eleição majoritária, tem uma cambada de espertos querendo ganhar dinheiro achacando as empresas,  ameaçando-as, dizendo ao contato de telefonemas ou e-mails, “se não tiver  grana pra campanha do meu candidato, nos próximos editais você tá fora das licitações combinadas”.
Os agentes  intermediários de campanhas políticas que, logicamente são pertencentes a alguma sigla partidária, ou trabalham diretamente  para o candidato, agem dessa forma,  não vão querer moralizar a política brasileira com eleições patrocinadas por verbas públicas, ou no máximo de pessoas físicas, se fixando um teto. Onde ficaria o caixa dois, é claro que, como o brasileiro é muito esperto e as leis são brandas, e os homens que a regem também, no futuro iam dá um jeito de desviar as verbas e fazer caixa para futuras candidaturas.

Zé Sarmento