Aqui tem tudo junto e misturado na criação da escrita:prosa, crônica, conto, prosia. Fotos.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
domingo, 14 de dezembro de 2014
DESISTAM DE MIM
Não esperem carnes quentes de mim neste verão
Bem passada. Ao ponto
Bem passada. Ao ponto
Ando com a alma muito fria.
Desistam também da minha ossada
Ela anda frágil pra suportar tanto peso na
estrutura
Que me carrega há tantos anos.
Que me carrega há tantos anos.
Dos órgãos internos...
Desistam de
me extraírem
e venderem no mercado negro
eles só servirão pra alimentar a flora
produzir gostosos frutos.
produzir gostosos frutos.
Do meu cérebro...
Pra que tanta disputa por um cérebro tão usado
Tão burro!?
Tão burro!?
Na luta pra ser inteligente
Ele se perdeu na pueril ignorância.
E a minha pele?
Fuja dela!
Ela te engana!
Não é mais de uma criança.
Pra que lutar pra beijá-la tanta?
Ah, minha vista!
Desistam!
Foi gasta com medíocres leituras.
Minha face...Esqueça!
Ela é falsa, é de plástico reciclado
Não fez nem faz sorrir mais nenhuma criança.
Melhor é desistirem mesmo de mim!
Meu corpo inteiro já não tem mais força
pra fugir do futuro esquife que me levará ao
campo-santo.
Quando à terra meu corpo for lançado
Afirmo!
Não serei lembrado pelo meu todo.
Não serei lembrado por alguma parte minha.
Não serei lembrado...
Por algum fato importante que EU tenha realizado.
Zé Sarmento
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
QUERO POESIA EM TUDO...
Quero beber
poesia no copo que for despejada:
louça,
barro, flandres, alumínio, cuia, cálice...Não Cáli-se!
Quero poesia
adoçando minha boca amarga
pra sentir o
sabor da palavra escrita e falada!
Meu paladar,
meu corpo, minha carne, minha mente,
sofre com o sabor
de horror da descriminação!
Quero poesia
na fervura de uma música dançante!
pra soltar
as amarras do cotidiano selvagem,
que se
ampara em muitas caras e trava muitos corpos!
Quero poesia
na cor que ela quiser invadir a minha vista!
A poesia atiça
a claridade do meu olhar, deixa de ser mortiço,
vazio de não
brilha!
A poesia me
deixa doidão quando sangra meu coração,
e joga
sangue na incompreensão!
Quero poesia
na palavra que é arma, mas não mata!
Quero poesia
no caldeirão periférico pra deixar de fabricar bala,
que fabrica
cadáveres nas horas ingratas das noites macabras!
Quero poesia
cozinhando a palavra escrita e falada em labareda crepitante!
Quero poesia
fora da arma que cospe munição!
Poesia é da
hora mano, quem é dela pega mina!
Poesia é da
hora mina, quem é dela pega mano!
Quem é da
poesia é bom de copo,
é bom em
mexer o corpo na hora de fazer amor!
Vem pra poesia você que tá no vazio!
Entra nessa
esteira que ela vai te levar a loucura!
Onde tem
poesia tem amor!
Onde tem
poesia tem abraço, beijo no coração!
Onde tem
poesia nasce muito neném,
Que depressa
vem pra poesia também!
Sem a poesia
a coisa fica embaçada...
Não se
consegue quase nada nas relações coletivas.
Eu quero
poesia!
Eu quero lamber
poesia, comer poesia, transar poesia...
Eu quero
chupar poesia da boca quente de quem tem amor pra dar,
e não se vender como prostituta barata
nas camas frias que têm espinhos como coberta!
Zé Sarmento
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Sarau dia da Consciência Negra
Dia produtivo esse 28/11/2014. Encontro com jovens da Emef Mitsutani, lançamento da trilogia periférica, sarau da Consciêcia Negra. Poesia no ar, na fala, no coração. Vários estudantes soltaram o verbo poético sobre a obra do poeta negro Solano Trindade e Seu Bisneto Zinho Trindade.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
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