domingo, 31 de julho de 2016

MITOLOGIA...

Mitologia, por que tanto fervura de pensamentos em algo tão invisível?
Foi uma resposta do home primitivo para entender o mundo e suportá-lo ver seguir adiante o tempo carregando fardos pesados sobre as costas?
Foi à criatividade humana olhando o céu iluminado num tempo, noutro obscurecido com respingos de claridade estrelar, tendo a lua abaixo como um ponto claro para respingar na imaginação essa criação: o Mito?
Era a dor de ver perder um filho querido ferido nos campos de batalha, que seria o futuro guerreiro da tribo e tomaria conta dos bens e poder que deixaria o pai?
Por que o mito?
Fora simplesmente asas da imaginação dos mais afeitos a criação, dando lugar para sair do lugar comum enquanto se afastava da suposta boa vida que levava, e quando surgiu às agruras, se entregou a acreditar no invisível para suportar a dor?
Mitos, muita importância para todas as épocas,  deixando o tempo de criá-los tantos, tornando  especial  o maior de todos: Deus de ontem e de hoje.
Deuses de todas as horas, afazeres, desejos, guerras, de todos os atos do homem. Deuses Gregos que sustentaram a alma humana durante o correr da existência para uma  fuga desabalada da realidade a qual o cercava.
Deuses imortais, celestiais e terrenos, dos mares, desde o fundo deles até a superfície.
Deuses dos materiais, das colheitas, das bebedeiras, dos amores perseguidos, desencontrados, achados e jogados fora, deuses dos belos corpos despidos unidos pela paixão.
Esses Deuses mitos foram achados para o bem andar e aceitar da mente humana, que era só sofrer ou só prazer por se manter no poder?
O mito sumiu um dia quando a luz que iluminava o homem quase irracional olhou para o outro e disse: vinde a mim homem quase animal, quero te mostrar uma coisa. Essa roda que gira inventada não sei quando nem por quem, é uma roda mundo que pensa e quer evoluir para deixar de ser manipulado pelos deuses, achando que dos galhos e folhas e flores e frutos daquela árvore,  e pedras e fervuras nas águas abissais, e explosões atmosféricas no céu da imaginação pode vir a salvação para os problemas.
Vamos pensar juntos e resolver questões em companhia, assim afiamos o cérebro na fervura do pensamento racional e achamos como resolver os problemas humanos em grupo.
Então foi  no ruminar da racionalidade que um dia desmistificou o mito e alargou os horizontes da mente humana.
Zé Sarmento


sábado, 25 de junho de 2016

APERTO NO BUZÃO




Para o centro da cidade gosto de ir de buzão, lá fora vejo um filme em que a realidade, uma hora me assusta, outra me diverte. Fora de horário de pico eles vão mais vazios e chegam mais depressa, os corredores os fazem se deslocar deixando os carros  com uma puta inveja. 90% dos carros andam com uma pessoa, o motorista, horário de trabalho, dia útil, quase inútil parece ser o automóvel vendo os ônibus com tanta utilidade. Dentro do ônibus me senti muito constrangido outro dia. Estava sentado por tê-lo pego no ponto inicial. No horário  das 11h foi mais tranquilo, indo pro centro, mas na volta, às ,4, 5 horas da tarde, no pico, tudo muda, muito para pior no interior da condução. Observando do meu canto, vi como as pessoas sofrem muito mais por terem que enfrentar essa condição todo dia na luta profissional. Percebi que a maioria dos passageiros desse horário é mulher com ar de muito cansaço, carregando sacolas e suas bolsas, enfrentam dificuldades pra andar no corredor e passar pela catraca, bem mais sufoco quando entram falando ao celular. Bolsa, sacola e a mão ocupada com o celular no ouvido, a dificuldade aumenta. Estava entusiasmado em ceder o meu lugar a alguém, pelas minhas pernas estarem doendo, e pelo constrangimento de ir sentado, homem, e tanta mulher em pé. O assento era muito colado um no outro, alguém alemaozão iria sofrer bem mais que eu que sou quase um tamborete de forró. No meu banco sentou uma mulher. Pela maneira de ser e o cansaço que deflagrava no rosto, devia ter acordado, no  mínimo, às cinco da manhã. A maioria era de mulher levando no espinhaço, olhar e mente os mesmos cansaços, vendendo essa fisionomia na forma de estar, olhando o tempo ao derredor, sentindo por dentro, certa angústia pelo ônibus nunca chegar ao seu destino e não ter assento pra todos passageiros, são fabricados pra levar pessoas quinem gado e não como ser humano. Cada parada num ponto, pelo menos pra mim, era uma eternidade, dali a pouco tinha que parar outra vez, pelos semáforos que fechavam. A mulher sentada ao meu lado puxou uma arma da bolsa, mas pra atirar, puxou outra, os óculos, de modo que abriu o tambor e colocou a munição a certa distância das vistas pra poder enxergar melhor onde ia disparar seu  olhar e divertir o pensamento. Abriu um livro que, de soslaio, li o nome do autor, Trish Willy, “sopro de esperança” era o título. Espero que esse livro tenha conseguido dar-lhe uma luz pra resolver seus problemas, era autoajuda. De todo modo, com a leitura ela irá se dá melhor que as demais que estavam ali apenas olhando pra fora vendo o tempo se estender sem ocupar a mente para fazê-lo passar mais depressa. Foi à única que vi assaltar da própria bolsa, um livro. Tava procurando alguém pra dar o lugar, mas olhando em volta, pensei, como ia ser correto se eram tantas mulheres cansadas, desgastadas de seus dias corridos no afazeres nas casas dos bacanas, escritórios, shoppings? Estaria sendo injusto com as outras, e talvez passasse desconfiança de que estivesse tentando paquerar agradando a escolhida, pra não ficar sem serventia, peguei a sacola de uma delas e a coloquei no colo. Na minha timidez, nessas situações, por dentro disse-me que quando chegasse ao terminal, ia abordar a mulher da leitura e presenteá-la um livro meu, talvez ela não conseguisse ler até o fim, por ser outro tipo de literatura, marginal periférica, mas enfim, faria boa ação e minha parte pra melhorar a autoestima da sociedade através da leitura. Não o fiz, ela desceu antes, como sou muito fechado nessas situações, não a abordei ao momento de estarmos de corpos quase colados, cada um em sua luminescência imaginativa. O aperto entre duas pessoas como eu e ela é tão estranho para mim, que às vezes, tinha vontade de me coçar em alguma parte porém, segurava, pra não me mexer tanto e tocá-la. Segurava-me pensando noutras coisas, pensamento voando olhando as ruas e seu movimento conseguia enganar o cérebro. Mulheres guerreiras essas da nossa pulação, que depois de certa idade ainda têm que trabalhar fora pra tentar se firmar levando parte do sustento pra casa, e muitas delas são provedoras do lar, cuja renda é pra alimentar sobrinhos, netos e até filhos marmanjos. Acordam cedo, trabalham por aí usando o corpo e mente, ou só um, ou só outro, e ainda têm que enfrentar condução  tão ruim numa maratona de dupla jornada. Que pena que os nossos políticos não precisem de condução pública coletiva pra ir trabalhar, pra sentir na pele o que é o transporte que eles oferecem a população. Sentir na própria carne nada mais é que sentir o que os outros sentem, e entendê-los. Acho que todo cidadão tinha que passar um dia por alguma dificuldade, mais os políticos, e uma elite arrogante acostumada com as benesses oferecidas pelas fortunas que acumularam angariadas de alguns desmandos públicos e exploração dos trabalhadores. Passando por perrengues, talvez aprendessem na pele ter o discernimento de saberem entender o outro com mais finura e humanidade.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

UM VELHO SAFADO


Conto safado, um tanto escatológico, nelsonrodrigueano
  
Há um tempo em que tudo termina,  não é? Ah, se não é!
Animais racionais como nós, por mais que o corpo perca a condição do que foi feito para fazer, resistir e sentir,  massa craniana é componente ainda sem reposição por parte da medicina.
O velho Laza, chamado assim pelos mais íntimos nos negócios que empreendia, Lazinho pelas mulheres, pelos inimigos de concorrência profissional, filho da puta de quinta grandeza era considerado, foi coroa muito esperto. Ao longo da vida pôs muita lucidez peculiar para qualquer situação na massa encefálica, que se não fosse pela doença, estaria fazendo e acontecendo.
Mal que o pegou de uma hora para outra e o prostrou sobre a cama, encontrando condições de se  mexer um pouco aqui, ali, por perder do corpo maior ou menor velocidade. Movimentos bruscos por parte de algum membro exterior eram acontecimentos do passado, perdidos há pouco pelo coração ter dado um basta ao bombear sangue importante para as regiões que precisam ser visitadas.
Viveu muito o coroa Laza, o quase morto já, o que espera a vela acessa diante a morte que não tarda levando os últimos suspiros e ser puxado para o andar de cima pela luz encarnada das trevas que ninguém em sã consciência quer  dar de cara.
De todos os fatos que passaram pela vida agitada que levou o acamado Laza, o que mais  marcou foram àqueles relacionados às mulheres.
Vixe Maria! Eh, mulheres luminosas que me encantaram com a formosura, com os declives e aclives do corpo e com as sutilezas dos lábios que ferviam enquanto a quentura do corpo fazia esticar os dias sem serem por arrasto. Descortinavam com prazer as auroras, muitas vezes eram curtos para tantos encontros de negócios e amores.
Muitas delas passaram pelo seu desempenho de bom amante.
Foi homem fogoso em tempos idos, tempos que só estão guardados na velha lacuna cerebral, escondido por entre encadeamento de tecido que um dia fora regado com mais vivacidade, mas que, por esses dias, anda desencorajado pelo escasso bombear de sangue. 
Andando pelo glorioso passado de homem de posses, com poder para fazer e desfazer a qualquer hora foi muito visitado por diversas delas, desde louras, japonesas, negras. Gostava de experimentar todas as raças e teve com isso de conviver com a esposa que nunca veio  descobrir se era verdade ou não o que falavam nas rodas sociais a esse respeito, ou se fazia de desentendida, para não pôr a perder a firma. Achava que casamento é uma firma aberta a dois e que tinha que durar até o fim ou até deixar de dar lucro, como decorriam bons lucros financeiros na relação, na certa se fazia de desentendida.
 Laza sente que ainda está vivo quando saem dos pensamentos os acontecimentos surreais pelos quais passou em convívio com as moças trepadeiras.
Viveu intensamente o coroa, mas por esse tempo de en-treva-mento dos órgãos, menos do cérebro por ainda encontrar nele o refugio para se dizer vivo.
Essas horas quem o cuida dele, divisa com um sorriso tímido. Hora dos sonhos sobre viagens pelo corpo das moças que conseguiu possuir até onde pode, dá  satisfação, vindo a calhar de endereçar sorrisos as carnes dos lábios.
Nunca deixou de trabalhar para quase todo dia ter uma mulher diferente da matriz na cama. Encontrava muito fácil essas mulheres. Com o poder que tinha, muitas ficaram esperando namorar-lhe, e envelheceram, assim como ele, com a esperança de um dia fazer exercer o desejo de se deitar, se deitar não para dormir, mas para foder.
Sonhando como sonhava nas horas propícias dos dias viajando ao passado, tinha momentos que verbalizava palavras de entusiasmo para com as moças que se atiraram um dia sobre seu corpo.
Aí meu bem, aí é bom, como você trabalha bem, você é a melhor que eu já tive.
A mulher do momento se entusiasmava e lhe dava o que ele mais gostava que elas fizessem.
Tempos bons que se foram voltavam nas viagens que a cabeça ainda conseguia passagem gratuita para fazer, não tinha que forçar nada para viajar a esses desempenhos dos pensamentos.
O bilhete para essas viagens, o cartão de crédito para pagá-las, o chek-in no balcão dos últimos dias, sempre surgia quando era levado  pensar nelas sem deixar de dizer que os muitos psicotrópicos que engoliam contribuíam para melhorá-las.
As mulheres para o coroa sempre foi algo muito superior às outras coisas, a bens matérias. Elas sempre exerceram fascínio nas suas atitudes de bom amante, bem dizendo, aquelas mulheres que do corpo, as deusas do Olimpo saem perdendo, aquelas que do rosto Monaliza de Leonardo da Vince, passa ao largo, aquelas que dos movimentos, nem Sônia Braga ganharia no filme a dama do lotação, nem Vera Ficher nas chanchadas do Walter Hugo Khouri da boca do cinema paulista dos anos 70.
Deitado com o costado no colchão, esticado esperando a visita de quem nunca falhou, encontrava lá no fundo d’alma quase vivaldina para subir pro céu ou descer pro inferno, o benefício que exerce quem ainda respira ares de sobre vida em possuí-lo, os pensamentos.
Numa dessas ocasiões, recebendo visita de parentes, foram ater-se com ele e pegar-lhe na mão duas meninas bem jovens, mas que sabe de tudo sobre os tempos de hoje, meninas  que, como as amantes do passado do moribundo, sabiam tirar dos rapazes de mesma idade nos banheiros das festas regadas a droga e hock end roll, nas festas rave servidas a comprimidos êxtase, complemento a satisfação de ser alegre e viver de acordo com o bom momento de ser jovem.
Saindo às outras visitas, acharam por bem fazer um estudo mais aprofundado com o quase morto, e começaram por alisar-lhe as mãos.
Não satisfeitas em pegar só nas mãos do moribundo, resolveram que era hora de também morder-lhes os pés, as coxas, e lamber o peito que batia descompassado coração.
As duas sabiam fazer crer a quem por elas passavam no serviço da satisfação  ao prazer da carne, que levantavam até defunto.
A muito, o moribundo sem abrir por completo os olhos, bater as pestanas e movimentar o corpo com maior alusão aos movimentos, nessa hora fez e pode ver as duas. Acendeu muito os olhos, vindo às pupilas quase cair fora da caixa. Pelo que mexiam dele e pelo que pode distinguir,  descobriu que podia mexer com maior intensidade as pernas, esticar-se, rejuvenescer-se.
Esticou o esqueleto,  retesou até onde pode nessa hora. As juntas estalaram, as duas moças riam e se divertiam, por achar que estavam recuperando o quase morto.
Continuando buliçosas, descobriram que estavam fazendo um bem dos diabos, mandando embora daquela casa, daquele leito, a dona da foice que corta quem está em pé, deitado ou sentado e manda para debaixo da terra ou para o forno.
Enquanto  as visitas  conversavam na sala em discussão para quem ia o quê, depois que o velho juntasse os pés, as duas faziam o doente reviver outrora, dando ao momento, pleno júbilo ao renascimento.
Mordendo joelhos, passando línguas pelos peitos, visitaram quase todo o corpo do velho enfartado, quando uma se interessou em pegar uma das mãos que se sentia revivida e ajudou a ser levada as suas partes  pubianas. A outra com os pés dava a mesma sina, o esfregando nos seios de si.
Meninas danadas. Eram estudantes de medicina, prostitutas ou simplesmente estavam tentando ajudar a quem precisava um pouco de alegria? Tinham o coração para fazerem parte de alguma entidade assistencialista, ou deveras queriam ver o coroa morrer feliz?
Talvez não fosse nem uma coisa nem outra, talvez fossem simplesmente duas taradas, que não encontrando hoje gente diferente para fazer o que estavam fazendo, foram encontrar no velho doente, amparo para suas taras e novas descobertas, uma vez que só tinham agido dessa forma com pessoas de mesma idade.
Usando-as de tudo que puderam em relação a fazer com o doente aquilo que  deviam ter muita experiência em fazer com os rapazes nos banheiros da escola, no carro ou num motel, levaram-no a reviver um passado cheio de glória sobre as mulheres.
Só não acreditaram que o doente fosse se levantar da cama num só salto, agindo assim, lhe caíram às cobertas. Viram que ficou de pé repentinamente e se descobriu uma criança vindo ao mundo.
Assustaram-se com o membro do doente enrijecido, trazendo o corpo numa tremura de entenderem que estava baixando um santo, dizendo aos quatro ventos que ia morrer satisfeito por elas terem surgido naquela hora no quarto e o levado a perseguir  horizontes de um passado cheio de glória.
Venham meninas, estou pronto pra morrer nos braços de vocês, façam esse favor  a quem desse dia não passa. Dizendo isso com voz trêmula, caiu com parte do corpo na cama, parte no piso, duro como estava, acabou de ficar para sempre.
Correram para a sala as duas, e informaram que o homem tinha se levantado sem nada mais nada menos e caído novamente, dessa vez sem se mexer.
No quarto encontraram o doente ao chão, com o corpo descoberto e o membro para cima ainda em estado de alerta, tão duro quanto os outros membros.
Nada  como boa química para dar vida a quem está morrendo, quando em excesso retirar de vez. 

Zé Sarmento

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Líteropalestra de Zé Sarmento alunos EJA




Líteropalestra de Zé Sarmento do dia 31/03/16 para alunos EJA.Maravilhoso. Se comportaram com se tivessem numa missa. Rss Mais de 120 alunos, os quais quero que sejam estudantes.Obrigado prof. EJA da EMEF Fagundes Varella do Jd. Maria Sampaio, especialmente a coordenadora Virginia Traldi. Foi da hora, é nóiz! Praça da Sé fazia a sua parte, aqui na perifa eu fazia a minha nas entrelinhas falando de política, literatura, vivências, oportunidades através da leitura.

sexta-feira, 11 de março de 2016

UM DIA AINDA VOU VIRAR O BICHO





UM DIA VOU VIRAR O BICHO!
Ando acuado, retraído, por ser picotado sempre em diversas partes, depois me remendam como se fosse pano velho, traste esquecido nos fiapos sobrados, usam de me remendar quando querem, com agulha de aço sem anestesia, enferrujada.
Vem uns salafrários e cortam meus braços, cujos movimentos me fazem cair do voo que acabo de tentar, pulando de uma pirambeira para planar.
Outros dos infernos aparecem, como um deserto, sem um pingo de doce água pura pra banhar a minha sede, e ainda me aplicam uma rasteira, levando pra mais perto da beira do sacrifício, com um tombo mortal, caio outra vez, não faz mal, digo com humildade, sou igual Prometeu, me comem os órgão os corvos, renascem mais tarde com mais força, senão com diálogo, na força bruta.
O pior e mais dramático é quando atravessam meu peito com uma espada do melhor aço manuseada pelo sábio samurai chinês, que protegiam os senhores da guerra, e hoje protegem os senhores fascistas revestidos de radicalismos com idade mental conturbada, esvaziam meu sangue do corpo, fico branco como uma nuvem sem poder de precipitação, mas logo me carrego de nova fúria, meto os pés pelas mãos, dou rasteira em quem me quer ver pelas margens, e saio de pinote, aprendi como o filho de Mario de Andrade, Macunaíma, ser dependente pra sobreviver, em fazer muitas marmotas com caras tristes e alegres, angustiadas ou fadadas pela dor latente do desrespeito.
O difícil e pior é suportar as dores da humilhação psicológica, quando querem empurrar pra dentro do meu cérebro, um monte de merda.
Enlouqueço, quero partir pra cima, dá o troco com os trocados que não tenho, por não ser filho de além mar, e ter chegado aqui com uma mala de dinheiro para comprar tudo bem barato, começar a vida explorando os miseráveis.
Paro, reflito, é quando vem alguém sem desdém, com respeito e diz: deixa pra lá, essa gente não sabe o que são, tem QI de ameba, não costumam parar pra refletir sobre tudo, a única coisa que sabem, é correr atrás de uns trocados da nossa moeda corrente, pra mais tarde gastar com hospitais e medicamentos, esquece!
Zé Sarmento

terça-feira, 1 de março de 2016

TUDO MOTIVADO POR LUTA



TUDO MOTIVADO POR LUTA
Você que estudou um pouco mais, virou sabichão no conhecimento de causa e efeito, fez ou faz curso superior, que é filho da discriminação e preconceito, parente de algum trabalhador mais bem remunerado, ou de algum miserável muito bem explorado, quando se dirigir até as casas Bahia para fazer alguma compra, acompanhado da sua mãe, ou outro parente qualquer, amigo, os quais não tiveram  oportunidade de estudar até seu ciclo, explique a eles a respeito dos novos tempos que se debatem no Brasil de hoje. Politize os (as) coroas de forma a poderem analisar com mais cuidado os novos rumos da política brasileira.
Jovens, não deixem seus coroas serem engolidos pela máquina de mastigar mentiras e ilusões e cuspi-las para a platéia mal informada, a chamada  imprensa capetalista.
Diga a seus parentes para se politizarem o máximo, estudarem a história da humanidade e do BRASIL, o máximo, e se façam entender, que: a troca da máquina de lavar da sua família, da geladeira, da TV, do smartfone, do armário, da mesa de centro, do forno microondas, do CARRÃO novo, ou quase novo que conseguiram pôr na garagem, que foram feitos no passado e, menos, no presente, só foi possível devido o governo ter investido em retirar desses produtos – linha branca, e outros - impostos para barateá-los, e este homem chama-se Luta;
Diga a seus  coroas, jovens, que a sua universidade pública ou privada só foi, e está sendo possível, por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que as viagens de avião que  as classes baixas fizeram, e fazem, hoje em dia menos, para visitar parentes distantes ou fazer compras em Miami, só foi, e é possível, por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que as partidas de futebol que você assiste de casa,  ou indo aos estádios, modernos, só acontecem por causa de  um homem presidente chamado Luta;
Que as casas ou apartamentos que alguém pode, da sua família, hoje, morar, só foi possível por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que as obras de infra-estrutura e saneamento que beneficiaram muitos moradores de todas as cidades de todos os estados, só saíram do papel, por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que a fome que desapareceu da barriga de muitos miseráveis que habitavam e ainda habitam esse país, só foram saciadas e às barrigas enchidas, por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que sua família bem pobre, só conseguiu fazer que  alguns membros chegassem a faculdade, e fazer uma graduação superior, por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que a diminuição da mortalidade infantil que retirava a vida de muitas crianças, só foi possível, graças a um homem presidente chamado Luta;
Que a luta de classe mais acirrada que se apresenta hoje em dia, é por motivo de os jovens que não chegavam ao curso superior, está chegando, e estar muito incomodando a quem tinha as boas universidades públicas ou privados só para si e, afirme, isto só foi possível graças a um homem presidente chamado Luta;
Que a educação deu um salto de qualidade, não satisfatória ainda, para melhor, foi devido à presença na governança do país, de um homem presidente chamado Luta;
Que a raiva que se acentua hoje nas classes dominantes, das elites, é justamente por motivo de muitos ganhos que tiveram os que viviam à margem da sociedade, melhorias essas vindas através da distribuição de renda, de políticas públicas em todos os setores da sociedade que precisam da presença do Estado, e isto, só foi possível, devido a um homem presidente chamado Luta;
Jovens, digam a seus coroas, que muito mais melhorias acontecerão nesse país que até então era de poucos, e passou a ser de muitos, e quiçá, de 2018 em diante, passará ser ainda mais de mais pessoas que estejam a fim de ir de encontro a ser cidadão capaz de trabalhar e apostar nas grades das grandes mudanças com o Luta presidente.