sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Líteropalestra de Zé Sarmernto



Hoje a tarde, 23/10/2014 tive mais um encontro de incentivo a leitura com alunos do 8° ano da EMEF Jornalista Paulo Patarra no Jd. Mitsutani. É uma festa da literatura quando termina a conversa sobre livros e leitura, é a cidadania e a educação juntas com o escritor e o professor alimentando a fé de que só com educação de qualidade teremos mais estudantes, de fato, do que alunos matriculados.
Dá uma dó quando a conversa acaba e eles vem pra cima querendo livro pra levar pra casa. Doei 6 livros que o Itau cultural me enviou, mas não deu pro cheiro, todos queriam. Doei dos meus também. Mas não dá pra todo os alunos. Sinto verdade quando eles avançam e querem livros. Obrigado a direção dessa escola que abre as portas para o escritor incentivar a leitura, e ao Prof. Thiago Saoli por ter descoberto e vendido sobre a importância do escritor na sala de aula ajudando na educação.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

GRITO DE ALERTA (CAMELANDO LIVRO)


Olha o livro, Sr. Barata!!!!
Barata quer livro!!!
Tira o livro da barata!!!
Barateia o livro Barata!!!
Barata no livro!!!
Olha o livro que a traça ler!!!
Desgaveta  livro!!!
Desestanta  livro!!!
Livro cabeça que alimenta traça barata.
Sistema  quer barata no livro.
Disputar com traça em troça.
Barata hoje engole e caga livro.
Tem mais saber que nós.
Traça é uma desgraça pra comer saber do homem.
Alienação às traças baratas
Que come nosso papel com letra!!
Livro,desgaveta!!
Dá pontapé na traça barata!!
Vem homem pra mão de mim
Sou livro esquecido de ti
Comido  traçado esquecid!
Comer barata ninguém quer!
Livro também não!
Traça não alimenta  mente.
Melhor comer livro que tem invenção.
Olha a barata Barata com saber de livro no estomago!
Olha a barata cagando livro!
Olha a traça barata no livro!
Nem livro homenageado hoje ela respeita no arquivo morto da memoria.
Por favor, alguém quer comer barata de livro?
Ela trás experiência conhecimento!
Vamos fazer esse bem a humanidade!
Comer as baratas que come livros.
As traças  destroçam nossas páginas.
Olha a barata, olha o livro!!!
Olha a traça sem livro!!!
Olha a barata sem livro!!!
Sobrou livro pra nós deixar de ser burro!
Livro bom tem que ter letra que barata traça não consiga tragar!

Zé Sarmento

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Líteropalestras Zé Sarmento

Tamo junto na quebrada pondo pena nas asas desses jovens!
No futuro sua arma vai ser o saber, o livro, não um três oitão apontando pra cabeça das pessoas. Espero! A leitura tem a força, sem ela seremos uma sociedade burra, que relincha, ao invés de conversar!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

LÍTEROPALESTRAS DE ZÉ SARMENTO

Nessas conversas literárias e sobre tudo que interessa aos jovens, dã uma dó do cão, quando termina e eles veem em cima da gente querendo livro pra levar pra casa.Doo alguns livros, mas o bom seria se tivesse mais livros, inclusive de outros autores para doar.Percebo uma verdade neles quando se aproximam e pedem dizendo que vai ler. PMLLLB ver se sair do papel pra ajudar os escritores periféricos encher as comunidades de livros.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

SE EU FOSSE DONO DE MIM

Ah, como gostaria de ser dono dos meus atos!
Ia fazer um monte de merda.
Ia pôr fogo no fogo pra incendiar as mentes travadas.
Ia pôr fumaça nas chaminés pra derreter o picolé
de quem anda chupando o sangue do trabalhador.
Lenha na fogueira EU ia botar,
pra fazer atiçar o braseiro da desordem emocional
pra muitos cair na real.
Ia tirar água da boca de um sedento,
pra ver se ele tomava xixi como água mineral.
Fazer faltar oxigênio no vento, EU IA,
pra acabar com o correr do tempo.
Ia tirar os glóbulos vermelhos do sangue dos intransigentes.
Ia tentar ensurdecer os ouvidos dos que gostam de axé,
funk, breganejo, bregode.
Ah, se eu fosse dono dos meus próprios atos!
Cortaria  as pernas dos que tem pernas de mais para andar
sem ter aonde chegar. Ia fazê-lo vagar pra poder se encontrar.
Se eu fosse dono dos meus próprios atos,
cortaria a língua dos que falam a língua culta
e ocultaria o som dos distraídos nas baboseiras das bebedeiras
dos balcões de bar.
Se eu fosse dono de mim mesmo,
faria que as nuvens parassem de mover-se,
que a chuva parasse de cair no verde que  já chegou a seu limite.
Se eu fosse dono de mim mesmo,
faria que a cachorrada da periferia latisse quando o vizinho escutasse
o seu som fora dos seus limites.
Se eu fosse dono de mim mesmo, reagiria ao som  dos baluartes
que esfregam o nariz em bundas de mulheres fruta
vitaminadas pelas agulhas siliconadas.
Se eu fosse dono de meus atos, botaria um feio sapo no prato de refeição
de quem pretende me encher de sermão.
Se eu fosse dono de mim mesmo,
também pediria que a quebrada reagisse,
se enchendo de reboliço com o corpo cheio de feitiço,
pra fazer a paz reinar entre os irmãos de mesmo teor de sofrimento.
Se eu fosse dono dos meus próprios atos...Ia te pedir um abraço
quando me encontrasse, de fato, carente de sua amizade.


Zé Sarmento

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

CONSELHOS VELHOS AOS NOVOS

Jovem, quando engatei a primeira marcha em direção ao nada
o que achei foi você sonhando com tudo
se jogando pra se descobrir nos destroços de uma sociedade confusa.
Jovem, é bom que se ache por dentro da sua quimera.
Para um velho com EU, o que conta é cada dia,
um atrás do outro rememorando saudades.
Imagine o quanto é duro ter que carregar o passado
dentro de um fardo que perdeu a mocidade.
Vá à luta, jovem sonhador.
Sabe-se que a dor quando medicada com pitada de relevância,
numa mente juvenil,
dói menos que as dores que se apropria dos velhos
que perderam a esperança.
Siga em frente, jovem.
Vá com passos decididos entre o meio fio da navalha
e as folhas secas que caem ao soprar do vento.
Sou uma delas esperando ser sorvido pela terra pra adubar novas crias.
Pra quem já caminhou muito por estradas sinuosas
e se apoderou do tempo como irmão de pele enrugada,
custa um alto preço
tecer a lã do tempo em busca de novos horizontes.
Caminhando, jovem, é que se acha o alimento que nos põe de pé.
Sereno, suba o rio remando a favor, ou contra a maré.
Digo que é assim, jovem, numa hora vem à calmaria, noutra a ventania.
Chegue aonde der sem se sujar no esgoto que corre a céu aberto.
Nele vai achar algum inseto que vai  te querer picar
e teu sangue contaminar com o veneno do ceticismo.
Digo que o meu sangue velho, ainda é puro como mel.
Não se deixou contaminar por infusão confusa
vinda de mente pouco persistente para o grande embate que é VIVER.
Zé Sarmento


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

REFLEXÃO

REFLEXÃO...E a partir do ano que vem a onde vai nos levar a política neoliberal,  se  a Marina Silva ganhar essa eleição, em? Vai que, na calada da noite, ela forma uma base de apoio neoliberal e até o SUS cai nas mãos deles, também o Banco do Brasil, Petrobras, Caixa, Pré-Sal. Todas essas empresas estatais ou mistas serão entregues a preços de banana, apesar de  banana ter encarecido muito, e os investimentos em cultura diminuídos, em? É  a lógica do mercado, afastar o Estado dos investimentos e deixar a livre iniciativa bater todas as faltas que sejam propícias a gols. Depois de um tempo, se der errado, lá vem eles, os neoliberais, numa grita de ensurdecer pedir arrego ao Estado, dá-lhe a nós pagar a conta. Aí lá vem o Estado salvar aqueles que o quiseram fora. Foi sempre assim.
E as conquistas sócias, tão relevantes para as classes menos favorecidas que precisam da mão gorda do Estado na educação, saúde, transporte, moradia, etc. E o grito do trabalhador comum que geralmente não sai às ruas: por favor, governo neoliberal, pelo que sei fazer e ganho como salário, não consigo acompanhar a subida dos preços, pagar aluguel, prestação da casa própria que o setor privado estipula e faz o preço, preciso do Estado como um parente amigo que ajuda quando da necessidade! Meu carro comprei em sessenta meses, também não consigo mais pagar as prestações, o neoliberalismo tá vindo com muita sede ao pote, os juros tão muito alto!

Quem diária, em, classes A e B votando numa religiosa, se misturando com a bíblia segura por mãos que passam o dia todo trabalhando em suas funções mais simples, e corre nos fins de semana para ouvir os discursos de pastores que precisam que paguem por compra de pedaços do céu para salvar as suas almas sofridas. Lembra-me a eleição do Collor, com a grande mídia o ajudando se Eleger. Será que toda essa gente vai continuar como massa de manobra para as elites desse país? Será que é do tipo “santa do pau oco”, tem um discurso que enseja esperança, mas no fundo não o sustenta quando for levada ao atrevimento do mercado que engole até aqueles com base mais sólida politicamente, e a sua base de apoio no congresso nacional vai ter maioria do baixo clero ou dos políticos eleitos por banqueiros e empreiteiras? Será que as políticas públicas conseguidas com tanta luta com o governo do PT e os partidos aliados, vão continuar privilegiadas para os moradores das periferias que precisam tanto ser olhados com mais carinho, e os jovens,  vão continuar com uma carreira garantida de ter  e fazer um curso superior através de bolsas do PROUNI. Sabe-se que tudo isso tem lei que garante verba no orçamento da união, mas também se sabe  que o Brasil é um dos países que mais vota leis para qualquer evento, mas quando falta boa vontade da classe política, não adianta muito. Quero tá vivinho da silva pra ver o circo pegar fogo, e ver os primeiros a sair chamuscados dos levantes incendiários que virão: os trabalhadores.