Para o centro da cidade gosto de ir de buzão, lá fora
vejo um filme em que a realidade, uma hora me assusta, outra me diverte. Fora de
horário de pico eles vão mais vazios e chegam mais depressa, os corredores os
fazem se deslocar deixando os carros com
uma puta inveja. 90% dos carros andam com uma pessoa, o motorista, horário de
trabalho, dia útil, quase inútil parece ser o automóvel vendo os ônibus com
tanta utilidade. Dentro do ônibus me senti muito constrangido outro dia. Estava
sentado por tê-lo pego no ponto inicial. No horário das 11h foi mais tranquilo, indo pro centro,
mas na volta, às ,4, 5 horas da tarde, no pico, tudo muda, muito para pior no
interior da condução. Observando do meu canto, vi como as pessoas sofrem muito
mais por terem que enfrentar essa condição todo dia na luta profissional. Percebi
que a maioria dos passageiros desse horário é mulher com ar de muito cansaço,
carregando sacolas e suas bolsas, enfrentam dificuldades pra andar no corredor
e passar pela catraca, bem mais sufoco quando entram falando ao celular. Bolsa,
sacola e a mão ocupada com o celular no ouvido, a dificuldade aumenta. Estava entusiasmado em ceder o meu lugar a alguém, pelas minhas pernas estarem doendo, e pelo constrangimento
de ir sentado, homem, e tanta mulher em pé. O assento era muito colado um no
outro, alguém alemaozão iria sofrer bem mais que eu que sou quase um tamborete
de forró. No meu banco sentou uma mulher. Pela maneira de ser e o cansaço
que deflagrava no rosto, devia ter acordado, no mínimo, às cinco da manhã. A maioria era de
mulher levando no espinhaço, olhar e mente os mesmos cansaços, vendendo essa
fisionomia na forma de estar, olhando o tempo ao derredor, sentindo por dentro,
certa angústia pelo ônibus nunca chegar ao seu destino e não ter assento pra
todos passageiros, são fabricados pra levar pessoas quinem gado e não como ser
humano. Cada parada num ponto, pelo menos pra mim, era uma eternidade, dali a pouco
tinha que parar outra vez, pelos semáforos que fechavam. A mulher sentada ao
meu lado puxou uma arma da bolsa, mas pra atirar, puxou outra, os óculos, de
modo que abriu o tambor e colocou a munição a certa distância das vistas pra
poder enxergar melhor onde ia disparar seu olhar e divertir o pensamento. Abriu um livro que, de
soslaio, li o nome do autor, Trish Willy, “sopro de esperança” era o título.
Espero que esse livro tenha conseguido dar-lhe uma luz pra resolver seus
problemas, era autoajuda. De todo modo, com a leitura ela irá se dá melhor que
as demais que estavam ali apenas olhando pra fora vendo o tempo se estender sem
ocupar a mente para fazê-lo passar mais depressa. Foi à única que vi assaltar
da própria bolsa, um livro. Tava procurando alguém pra dar o lugar, mas olhando
em volta, pensei, como ia ser correto se eram tantas mulheres cansadas, desgastadas
de seus dias corridos no afazeres nas casas dos bacanas, escritórios, shoppings?
Estaria sendo injusto com as outras, e talvez passasse desconfiança de que
estivesse tentando paquerar agradando a escolhida, pra não ficar sem serventia,
peguei a sacola de uma delas e a coloquei no colo. Na minha timidez, nessas
situações, por dentro disse-me que quando chegasse ao terminal, ia abordar a
mulher da leitura e presenteá-la um livro meu, talvez ela não conseguisse ler
até o fim, por ser outro tipo de literatura, marginal periférica, mas enfim,
faria boa ação e minha parte pra melhorar a autoestima da sociedade através da
leitura. Não o fiz, ela desceu antes, como sou muito fechado nessas situações,
não a abordei ao momento de estarmos de corpos quase colados, cada um em sua luminescência
imaginativa. O aperto entre duas pessoas como eu e ela é tão estranho para mim,
que às vezes, tinha vontade de me coçar em alguma parte porém, segurava, pra
não me mexer tanto e tocá-la. Segurava-me pensando noutras coisas, pensamento
voando olhando as ruas e seu movimento conseguia enganar o cérebro. Mulheres
guerreiras essas da nossa pulação, que depois de certa idade ainda têm que
trabalhar fora pra tentar se firmar levando parte do sustento pra casa, e
muitas delas são provedoras do lar, cuja renda é pra alimentar sobrinhos, netos
e até filhos marmanjos. Acordam cedo, trabalham por aí usando o corpo e mente,
ou só um, ou só outro, e ainda têm que enfrentar condução tão ruim numa maratona de dupla jornada. Que
pena que os nossos políticos não precisem de condução pública coletiva pra ir trabalhar,
pra sentir na pele o que é o transporte que eles oferecem a população. Sentir
na própria carne nada mais é que sentir o que os outros sentem, e entendê-los.
Acho que todo cidadão tinha que passar um dia por alguma dificuldade, mais os
políticos, e uma elite arrogante acostumada com as benesses oferecidas pelas
fortunas que acumularam angariadas de alguns desmandos públicos e exploração
dos trabalhadores. Passando por perrengues, talvez aprendessem na pele ter o
discernimento de saberem entender o outro com mais finura e humanidade.
Aqui tem tudo junto e misturado na criação da escrita:prosa, crônica, conto, prosia. Fotos.
sábado, 25 de junho de 2016
quarta-feira, 15 de junho de 2016
UM VELHO SAFADO
Conto safado, um tanto escatológico, nelsonrodrigueano
Há um tempo em que tudo
termina, não é? Ah, se não é!
Animais racionais como
nós, por mais que o corpo perca a condição do que foi feito para fazer,
resistir e sentir, massa
craniana é componente ainda sem reposição por parte da medicina.
O velho Laza, chamado
assim pelos mais íntimos nos negócios que empreendia, Lazinho pelas mulheres,
pelos inimigos de concorrência profissional, filho da puta de quinta grandeza
era considerado, foi coroa muito esperto. Ao longo da vida pôs muita lucidez
peculiar para qualquer situação na massa encefálica, que se não fosse pela
doença, estaria fazendo e acontecendo.
Mal que o pegou de uma
hora para outra e o prostrou sobre a cama, encontrando condições de se mexer um pouco aqui, ali, por perder
do corpo maior ou menor velocidade. Movimentos bruscos por parte de algum
membro exterior eram acontecimentos do passado, perdidos há pouco pelo coração
ter dado um basta ao bombear sangue importante para as regiões que precisam ser
visitadas.
Viveu muito o coroa Laza,
o quase morto já, o que espera a vela acessa diante a morte que não tarda
levando os últimos suspiros e ser puxado para o andar de cima pela luz
encarnada das trevas que ninguém em sã consciência quer dar de cara.
De todos os fatos que
passaram pela vida agitada que levou o acamado Laza, o que mais marcou foram àqueles relacionados às
mulheres.
Vixe Maria! Eh, mulheres
luminosas que me encantaram com a formosura, com os declives e aclives do corpo
e com as sutilezas dos lábios que ferviam enquanto a quentura do corpo fazia esticar
os dias sem serem por arrasto. Descortinavam com prazer as auroras, muitas
vezes eram curtos para tantos encontros de negócios e amores.
Muitas delas passaram
pelo seu desempenho de bom amante.
Foi homem fogoso em
tempos idos, tempos que só estão guardados na velha lacuna cerebral, escondido
por entre encadeamento de tecido que um dia fora regado com mais vivacidade,
mas que, por esses dias, anda desencorajado pelo escasso bombear de
sangue.
Andando pelo glorioso
passado de homem de posses, com poder para fazer e desfazer a qualquer hora foi
muito visitado por diversas delas, desde louras, japonesas, negras. Gostava de
experimentar todas as raças e teve com isso de conviver com a esposa que nunca
veio descobrir se era verdade ou não o que falavam nas rodas sociais a
esse respeito, ou se fazia de desentendida, para não pôr a perder a firma.
Achava que casamento é uma firma aberta a dois e que tinha que durar até o fim
ou até deixar de dar lucro, como decorriam bons lucros financeiros na relação,
na certa se fazia de desentendida.
Laza sente que
ainda está vivo quando saem dos pensamentos os acontecimentos surreais pelos
quais passou em convívio com as moças trepadeiras.
Viveu intensamente o
coroa, mas por esse tempo de en-treva-mento dos órgãos, menos do cérebro por
ainda encontrar nele o refugio para se dizer vivo.
Essas horas quem o cuida dele,
divisa com um sorriso tímido. Hora dos sonhos sobre viagens pelo corpo das
moças que conseguiu possuir até onde pode, dá satisfação, vindo a calhar de endereçar
sorrisos as carnes dos lábios.
Nunca deixou de trabalhar
para quase todo dia ter uma mulher diferente da matriz na cama. Encontrava
muito fácil essas mulheres. Com o poder que tinha, muitas ficaram esperando
namorar-lhe, e envelheceram, assim como ele, com a esperança de um dia fazer
exercer o desejo de se deitar, se deitar não para dormir, mas para foder.
Sonhando como sonhava nas
horas propícias dos dias viajando ao passado, tinha momentos que verbalizava
palavras de entusiasmo para com as moças que se atiraram um dia sobre seu
corpo.
Aí meu bem, aí é bom,
como você trabalha bem, você é a melhor que eu já tive.
A mulher do momento se
entusiasmava e lhe dava o que ele mais gostava que elas fizessem.
Tempos bons que se foram
voltavam nas viagens que a cabeça ainda conseguia passagem gratuita para fazer,
não tinha que forçar nada para viajar a esses desempenhos dos pensamentos.
O bilhete para essas
viagens, o cartão de crédito para pagá-las, o chek-in no balcão dos últimos
dias, sempre surgia quando era levado pensar nelas sem deixar de dizer
que os muitos psicotrópicos que engoliam contribuíam para melhorá-las.
As mulheres para o coroa
sempre foi algo muito superior às outras coisas, a bens matérias. Elas sempre
exerceram fascínio nas suas atitudes de bom amante, bem dizendo, aquelas
mulheres que do corpo, as deusas do Olimpo saem perdendo, aquelas que do rosto
Monaliza de Leonardo da Vince, passa ao largo, aquelas que dos movimentos, nem
Sônia Braga ganharia no filme a dama do lotação, nem Vera Ficher nas chanchadas
do Walter Hugo Khouri da boca do cinema paulista dos anos 70.
Deitado com o costado no
colchão, esticado esperando a visita de quem nunca falhou, encontrava lá no
fundo d’alma quase vivaldina para subir pro céu ou descer pro inferno, o
benefício que exerce quem ainda respira ares de sobre vida em possuí-lo, os
pensamentos.
Numa dessas ocasiões,
recebendo visita de parentes, foram ater-se com ele e pegar-lhe na mão duas
meninas bem jovens, mas que sabe de tudo sobre os tempos de hoje, meninas que, como as amantes do passado do moribundo,
sabiam tirar dos rapazes de mesma idade nos banheiros das festas regadas a
droga e hock end roll, nas festas rave servidas a comprimidos êxtase, complemento
a satisfação de ser alegre e viver de acordo com o bom momento de ser jovem.
Saindo às outras visitas,
acharam por bem fazer um estudo mais aprofundado com o quase morto, e começaram
por alisar-lhe as mãos.
Não satisfeitas em pegar
só nas mãos do moribundo, resolveram que era hora de também morder-lhes os pés,
as coxas, e lamber o peito que batia descompassado coração.
As duas sabiam fazer crer
a quem por elas passavam no serviço da satisfação ao prazer da carne, que levantavam até
defunto.
A muito, o moribundo sem
abrir por completo os olhos, bater as pestanas e movimentar o corpo com maior
alusão aos movimentos, nessa hora fez e pode ver as duas. Acendeu muito os
olhos, vindo às pupilas quase cair fora da caixa. Pelo que mexiam dele e pelo
que pode distinguir, descobriu que podia mexer com maior intensidade as
pernas, esticar-se, rejuvenescer-se.
Esticou o esqueleto, retesou até onde pode nessa
hora. As juntas estalaram, as duas moças riam e se divertiam, por achar que
estavam recuperando o quase morto.
Continuando buliçosas,
descobriram que estavam fazendo um bem dos diabos, mandando embora daquela
casa, daquele leito, a dona da foice que corta quem está em pé, deitado ou
sentado e manda para debaixo da terra ou para o forno.
Enquanto as visitas conversavam na sala em discussão para quem ia
o quê, depois que o velho juntasse os pés, as duas faziam o doente reviver
outrora, dando ao momento, pleno júbilo ao renascimento.
Mordendo joelhos,
passando línguas pelos peitos, visitaram quase todo o corpo do velho enfartado,
quando uma se interessou em pegar uma das mãos que se sentia revivida e ajudou
a ser levada as suas partes pubianas.
A outra com os pés dava a mesma sina, o esfregando nos seios de si.
Meninas danadas. Eram
estudantes de medicina, prostitutas ou simplesmente estavam tentando ajudar a
quem precisava um pouco de alegria? Tinham o coração para fazerem parte de
alguma entidade assistencialista, ou deveras queriam ver o coroa morrer feliz?
Talvez não fosse nem uma
coisa nem outra, talvez fossem simplesmente duas taradas, que não encontrando
hoje gente diferente para fazer o que estavam fazendo, foram encontrar no velho
doente, amparo para suas taras e novas descobertas, uma vez que só tinham agido
dessa forma com pessoas de mesma idade.
Usando-as de tudo que
puderam em relação a fazer com o doente aquilo que deviam ter muita experiência em fazer
com os rapazes nos banheiros da escola, no carro ou num motel, levaram-no a
reviver um passado cheio de glória sobre as mulheres.
Só não acreditaram que o
doente fosse se levantar da cama num só salto, agindo assim, lhe caíram às
cobertas. Viram que ficou de pé repentinamente e se descobriu uma criança vindo
ao mundo.
Assustaram-se com o
membro do doente enrijecido, trazendo o corpo numa tremura de entenderem que
estava baixando um santo, dizendo aos quatro ventos que ia morrer satisfeito
por elas terem surgido naquela hora no quarto e o levado a perseguir horizontes de um passado cheio
de glória.
Venham meninas, estou
pronto pra morrer nos braços de vocês, façam esse favor a quem desse dia não passa. Dizendo
isso com voz trêmula, caiu com parte do corpo na cama, parte no piso, duro como
estava, acabou de ficar para sempre.
Correram para a sala as
duas, e informaram que o homem tinha se levantado sem nada mais nada menos e
caído novamente, dessa vez sem se mexer.
No quarto encontraram o
doente ao chão, com o corpo descoberto e o membro para cima ainda em estado de
alerta, tão duro quanto os outros membros.
Nada como boa química para dar vida a quem
está morrendo, quando em excesso retirar de vez.
Zé Sarmento
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Líteropalestra de Zé Sarmento alunos EJA
Líteropalestra de Zé Sarmento do dia 31/03/16 para alunos EJA.Maravilhoso. Se comportaram com se tivessem numa missa. Rss Mais de 120 alunos, os quais quero que sejam estudantes.Obrigado prof. EJA da EMEF Fagundes Varella do Jd. Maria Sampaio, especialmente a coordenadora Virginia Traldi. Foi da hora, é nóiz! Praça da Sé fazia a sua parte, aqui na perifa eu fazia a minha nas entrelinhas falando de política, literatura, vivências, oportunidades através da leitura.
sexta-feira, 11 de março de 2016
UM DIA AINDA VOU VIRAR O BICHO
UM DIA VOU VIRAR O BICHO!
Ando acuado, retraído, por ser picotado sempre em diversas partes, depois me remendam como se fosse pano velho, traste esquecido nos fiapos sobrados, usam de me remendar quando querem, com agulha de aço sem anestesia, enferrujada.
Vem uns salafrários e cortam meus braços, cujos movimentos me fazem cair do voo que acabo de tentar, pulando de uma pirambeira para planar.
Outros dos infernos aparecem, como um deserto, sem um pingo de doce água pura pra banhar a minha sede, e ainda me aplicam uma rasteira, levando pra mais perto da beira do sacrifício, com um tombo mortal, caio outra vez, não faz mal, digo com humildade, sou igual Prometeu, me comem os órgão os corvos, renascem mais tarde com mais força, senão com diálogo, na força bruta.
O pior e mais dramático é quando atravessam meu peito com uma espada do melhor aço manuseada pelo sábio samurai chinês, que protegiam os senhores da guerra, e hoje protegem os senhores fascistas revestidos de radicalismos com idade mental conturbada, esvaziam meu sangue do corpo, fico branco como uma nuvem sem poder de precipitação, mas logo me carrego de nova fúria, meto os pés pelas mãos, dou rasteira em quem me quer ver pelas margens, e saio de pinote, aprendi como o filho de Mario de Andrade, Macunaíma, ser dependente pra sobreviver, em fazer muitas marmotas com caras tristes e alegres, angustiadas ou fadadas pela dor latente do desrespeito.
O difícil e pior é suportar as dores da humilhação psicológica, quando querem empurrar pra dentro do meu cérebro, um monte de merda.
Enlouqueço, quero partir pra cima, dá o troco com os trocados que não tenho, por não ser filho de além mar, e ter chegado aqui com uma mala de dinheiro para comprar tudo bem barato, começar a vida explorando os miseráveis.
Paro, reflito, é quando vem alguém sem desdém, com respeito e diz: deixa pra lá, essa gente não sabe o que são, tem QI de ameba, não costumam parar pra refletir sobre tudo, a única coisa que sabem, é correr atrás de uns trocados da nossa moeda corrente, pra mais tarde gastar com hospitais e medicamentos, esquece!
Zé Sarmento
terça-feira, 1 de março de 2016
TUDO MOTIVADO POR LUTA
TUDO
MOTIVADO POR LUTA
Você que
estudou um pouco mais, virou sabichão no conhecimento de causa e efeito, fez ou
faz curso superior, que é filho da discriminação e preconceito, parente de
algum trabalhador mais bem remunerado, ou de algum miserável muito bem
explorado, quando se dirigir até as casas Bahia para fazer alguma compra, acompanhado
da sua mãe, ou outro parente qualquer, amigo, os quais não tiveram oportunidade de estudar até seu ciclo, explique
a eles a respeito dos novos tempos que se debatem no Brasil de hoje. Politize
os (as) coroas de forma a poderem analisar com mais cuidado os novos rumos da
política brasileira.
Jovens,
não deixem seus coroas serem engolidos pela máquina de mastigar mentiras e
ilusões e cuspi-las para a platéia mal informada, a chamada imprensa capetalista.
Diga a
seus parentes para se politizarem o máximo, estudarem a história da humanidade
e do BRASIL, o máximo, e se façam entender, que: a troca da máquina de lavar da
sua família, da geladeira, da TV, do smartfone, do armário, da mesa de centro,
do forno microondas, do CARRÃO novo, ou quase novo que conseguiram pôr na
garagem, que foram feitos no passado e, menos, no presente, só foi possível
devido o governo ter investido em retirar desses produtos – linha branca, e
outros - impostos para barateá-los, e este homem chama-se Luta;
Diga a
seus coroas, jovens, que a sua
universidade pública ou privada só foi, e está sendo possível, por causa de um
homem presidente chamado Luta;
Que as
viagens de avião que as classes baixas
fizeram, e fazem, hoje em dia menos, para visitar parentes distantes ou fazer
compras em Miami, só foi, e é possível, por causa de um homem presidente
chamado Luta;
Que as
partidas de futebol que você assiste de casa,
ou indo aos estádios, modernos, só acontecem por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que as
casas ou apartamentos que alguém pode, da sua família, hoje, morar, só foi possível
por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que as
obras de infra-estrutura e saneamento que beneficiaram muitos moradores de todas
as cidades de todos os estados, só saíram do papel, por causa de um homem presidente
chamado Luta;
Que a
fome que desapareceu da barriga de muitos miseráveis que habitavam e ainda
habitam esse país, só foram saciadas e às barrigas enchidas, por causa de um homem
presidente chamado Luta;
Que sua
família bem pobre, só conseguiu fazer que
alguns membros chegassem a faculdade, e fazer uma graduação superior,
por causa de um homem presidente chamado Luta;
Que a
diminuição da mortalidade infantil que retirava a vida de muitas crianças, só
foi possível, graças a um homem presidente chamado Luta;
Que a
luta de classe mais acirrada que se apresenta hoje em dia, é por motivo de os
jovens que não chegavam ao curso superior, está chegando, e estar muito
incomodando a quem tinha as boas universidades públicas ou privados só para si
e, afirme, isto só foi possível graças a um homem presidente chamado Luta;
Que a
educação deu um salto de qualidade, não satisfatória ainda, para melhor, foi
devido à presença na governança do país, de um homem presidente chamado Luta;
Que a
raiva que se acentua hoje nas classes dominantes, das elites, é justamente por
motivo de muitos ganhos que tiveram os que viviam à margem da sociedade, melhorias
essas vindas através da distribuição de renda, de políticas públicas em todos
os setores da sociedade que precisam da presença do Estado, e isto, só foi
possível, devido a um homem presidente chamado Luta;
Jovens,
digam a seus coroas, que muito mais melhorias acontecerão nesse país que até
então era de poucos, e passou a ser de muitos, e quiçá, de 2018 em diante,
passará ser ainda mais de mais pessoas que estejam a fim de ir de encontro a
ser cidadão capaz de trabalhar e apostar nas grades das grandes mudanças com o
Luta presidente.
sábado, 9 de janeiro de 2016
domingo, 6 de dezembro de 2015
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