Aqui tem tudo junto e misturado na criação da escrita:prosa, crônica, conto, prosia. Fotos.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Caminhada em defesa do livro, leitura, literatura...Saberes.
Apesar de não ter uma editora grande por trás, nem venda de livro pro MEC, a satisfação é tamanha dos dois lados.Tento abrir asas de jovens e adultos e fazê-los voar no conhecimento pelas áreas de conflitos da periferia.
sábado, 15 de novembro de 2014
LIVRO ABERTO, TV MUDA
LIVRO ABERTO, TV MUDA
Mirei na tv ligada meus olhos oprimidos
Numa casa humilde dos mus arredores.
Mas aos poucos meus olhos foram se dividindo
Se distanciando
Numa divagação contagiante.
Na estante a onde a TV ficava
Havia uma invenção chamada livro
E o que me chamou atenção
Mesmo com os berros do apresentador me irritando
As bundas e seios enormes tentando minha atenção
Foi um livro que todos falam bem.
Era grosso, surrado, mas dizem ser amparado
Por uma voz sublime e elementar para a formação de uma pessoa:
Tentar ensinar o outro a entender o outro
Com seus elementos dissonantes.
As imagens que a TV reproduzia
Não conseguia me fazer ficar alheio
A vontade de pegar o livro e abri-lo
Numa pagina que me retirasse dessa orbe insana
Que comunga tanto o consumo
E esquece de formar cidadãos
E não inimigos que se matem
Por uma dose a mais no seu copo
Uns números na sua conta
Um carro a mais para atravancar o trânsito
E uma arma na mão para derrubar
A quem quiser fechar sua passagem
Nas buscas insanas
Por mais grana.
Zé Sarmento
Mirei na tv ligada meus olhos oprimidos
Numa casa humilde dos mus arredores.
Mas aos poucos meus olhos foram se dividindo
Se distanciando
Numa divagação contagiante.
Na estante a onde a TV ficava
Havia uma invenção chamada livro
E o que me chamou atenção
Mesmo com os berros do apresentador me irritando
As bundas e seios enormes tentando minha atenção
Foi um livro que todos falam bem.
Era grosso, surrado, mas dizem ser amparado
Por uma voz sublime e elementar para a formação de uma pessoa:
Tentar ensinar o outro a entender o outro
Com seus elementos dissonantes.
As imagens que a TV reproduzia
Não conseguia me fazer ficar alheio
A vontade de pegar o livro e abri-lo
Numa pagina que me retirasse dessa orbe insana
Que comunga tanto o consumo
E esquece de formar cidadãos
E não inimigos que se matem
Por uma dose a mais no seu copo
Uns números na sua conta
Um carro a mais para atravancar o trânsito
E uma arma na mão para derrubar
A quem quiser fechar sua passagem
Nas buscas insanas
Por mais grana.
Zé Sarmento
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
QUERO POESIA EM TUDO...
Quero beber
poesia no copo que for despejada:
louça,
barro, flandres, alumínio, cuia, cálice...Não Cáli-se!
Quero chupar
poesia no sabor do sorvete que ela
trouxer,
minha boca
amarga quer sentir o doce sabor da palavra escrita ou falada!
Meu paladar,
meu corpo, minha carne, minha mente,
sofre com o sabor
de horror da descriminação!
Quero poesia
na fervura de um frevo dançante!
Quero soltar
as amarras do cotidiano selvagem,
que se
ampara em muitas caras e trava muitos corpos!
Quero poesia
na cor que ela quiser invadir a minha vista!
A poesia atiça
a claridade do meu olhar, ele deixa de ser mortiço,
vazio de não
brilha!
A poesia me
deixa doidão quando sangra meu coração,
e joga sangue
na descriminação!
Quero poesia
na palavra que é arma, mas não mata!
Quero poesia
no caldeirão periférico pra deixar de fabricar bala,
que fabrica
cadáveres nas horas ingratas das noites macabras!
Quero poesia
cozinhando a palavra escrita e falada em labareda crepitante!
Quero poesia
fora da arma que cospe munição!
Poesia é da
hora mano, quem é dela pega mina!
Poesia é da
hora mina, quem é dela pega mano!
Quem é da
poesia é bom de copo,
é bom em
mexer o corpo na hora de fazer amor!
Vem pra poesia você que tá de bobeira!
Entra nessa
esteira que ela vai te levar a loucura!
Onde tem
poesia tem amor!
Onde tem
poesia tem abraço, beijo no coração!
Onde tem
poesia nasce muito neném,
Que depressa
vem pra poesia também!
Sem a poesia
a coisa fica embaçada...
Não se
consegue quase nada nas relações coletivas.
Eu quero
poesia!
Eu quero
chupar poesia, comer poesia, transar poesia...
Eu quero
chupar poesia da boca quente que tem amor pra dar,
E não se vender como prostituta barata!
Zé Sarmento
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Líteropalestra de Zé Sarmernto
Hoje a tarde, 23/10/2014 tive mais um encontro de incentivo a leitura com alunos do 8° ano da EMEF Jornalista Paulo Patarra no Jd. Mitsutani. É uma festa da literatura quando termina a conversa sobre livros e leitura, é a cidadania e a educação juntas com o escritor e o professor alimentando a fé de que só com educação de qualidade teremos mais estudantes, de fato, do que alunos matriculados.
Dá uma dó quando a conversa acaba e eles vem pra cima querendo livro pra levar pra casa. Doei 6 livros que o Itau cultural me enviou, mas não deu pro cheiro, todos queriam. Doei dos meus também. Mas não dá pra todo os alunos. Sinto verdade quando eles avançam e querem livros. Obrigado a direção dessa escola que abre as portas para o escritor incentivar a leitura, e ao Prof. Thiago Saoli por ter descoberto e vendido sobre a importância do escritor na sala de aula ajudando na educação.
Assinar:
Postagens (Atom)

